A luta contra um saci

 


Sabe, a algumas semanas eu li um relato de um homem que sobreviveu a uma criatura mitológica em uma expedição na Amazônia, de início pensei que fosse somente um conto ou somente um relato de um maluco qualquer, feito somente para ganhar fama com uma tragédia, porém tudo mudou a mais ou menos 4 dias, quando tive minha própria dose de maluquice sobrenatural. 
E o que me fez querer relatar minha experiencia para o resto do mundo, nem eu própria sei, talvez somente desejo de querer tirar esta situação de minha mente e talvez pense que se eu relatasse  para alguém, minha mente e minha alma ficasse mais leves, porém acho que somente irei deixar este relato no fundo de meu computador para ninguém olhar. 
Pois, acho que se alguém olhasse isso iriam me taxar de maluca, ou pior iriam colocar em um sanatório, pois o que estou preste a contar é algo muito doido e estranho para uma pessoal normal absorver direito. 
Bem, acho que ja enrolei demais com as motivações que me fizeram querer escrever isso aqui, mas vamos começar com algumas introduções: meu nome é Matilda, o meu sobrenome é irrelevante para o que estou preste a contar.
Sou uma garota da cidade, ou seja, sempre vivi minha vida inteira na dita “selva de pedra”, porém sempre fui em meus finais de semana para o sítio onde minha avô vivia, para podermos curti um pouco do ar do campo, dizia sempre meu pai quando minha irmã mais velha o questionava o porque de irmos sempre para lá. 
Por mim, eu nunca liguei para isso na verdade,  pois em minha mente infantil quando mais espaço mais bagunça. Eu poderia fazer naquelas enormes fazendas de gado e de ervas para área farmacêutica. Eu também adorava o bolo de fuba de minha avô, que era uma cozinheira de mão cheia e fazia qualquer comida que nós pediamos, porém minha parte favorita era quando aquela doce senhora pegava um dos livros de sua extensa biblioteca, começa a o ler para eu e meus irmãos. 
E acredito eu que se hoje em dia se eu curso letras é por causa desses momentos que eu passava com minha avô, em volta da grande poltrona de cor amarronzada, sonhando com que naquela época era um mundo fantasioso e fantástico, pois era um mundo cheio de magia, mistérios e aventuras. 
No entanto, se eu soubesse que magia existia e que ela era tão assustadora eu nunca iria pedir para que ela existisse quando era menor. Mas, agora é tarde para se arrepender desse pedido infantil, que eu fiz quando tinha 10 anos. Bem, voltando ao assunto do acontecimento como a minha pessoa, havia escrito a algumas paragrafos atrás este acontecimento acontecera a somente 4 dias atrás, então os acontecimentos estão bem vividos em minha mente. 
Tão vividos que não consigo ter mais uma noite sem que eu acorde toda suada e ofengante de medo, mas não vamos colocar a carroça na frente dos bois, né, jovens? Pois, como uma boa história este relato deve ter uma sequência lógica de acontecimentos. Bem, vamos lá, isso aconteceu a quatro dias atrás, quando fui ao sítio de minha vô para fazer uma pesquisa da faculdade, era para eu ir na verdade para a biblioteca municipal, porém não estava muito afim de ir até lá porque queria comer o bolo de fuba de minha avô, enquanto fazia meu trabalho. Esta foi a pior decisão que eu tomei na minha vida, eu deveria ter ido para biblioteca municipal, mas não, fui para grande biblioteca da vovô por causa de um bolinho. 
Mas, em fim, fui para o sítio da família fazer a minha pesquisa, que consistia em fazer uma dissertação sobre um grande clássico da literatura brasileira. E como não estava no espírito de criança por esta em um lugar que fez parte de minha infância, peguei um Sítio do Pica-pau Amarelo para ler e fazer minha dissertaçã. Por favor, não me julguem, mas eu acho que o Monteiro Lobato é o maior escritor clássico brasileiro e ponto final — isso lá em minha sala de aula já rendeu umas boas discussões, porém não me importo —Voltando a historia, peguei “O Saci”, que para mim é um dos melhores livros do autor, junto com “O minotauro”, pois tem um ar de Fabulas com as histórias do Rick Rordan. Isso me encantava ainda mais com o Monteiro Lobato, pois ele pensou nessas coisa muito antes desses autores pensarem nisso. Enquanto fazia meu trabalho eu ouvi as vacas começarem a mugir e os cavalos a relinchar sem motivo algum. 
E algum instinto meu dizia para não ir ver, no entanto, minha curiosidade em saber o motivo de tanta agitação me tirou de minha cadeira e me levou ate a porta de casa, que quando abri um grande vendaval adentrou a casa da minha avô como uma especie de furacão ou tornado ao qual me jogou longe, mas que durou 2 minutos e rapidamente sessou. 
Admito, fiquei tonta por ter rolado, então me levanto devagar me apoiando na parede e vejo que toda a casa fora totalmente bagunçada, então suspiro porque eu e que teria que arrumar tudo isso antes que minha avô voltasse do mercado. Então, comecei a minha limpeza, enquanto eu limpo noto que os animais pararam com a barulheira. 
— Ufa, que bom. — pensei com meus botões porque minhas curiosidade não precisaria mais ser suprida, porém penso se algo tenha acontecido com os animais? talvez eu olhasse quando eu terminasse de arrumar esta bagunça. 
Quando eu estava terminando de arrumar tudo escuto uma risada ecoando pela sala, e mais uma vez o vento ocorre bagunçando tudo que ja havia arrumado. Nem preciso dizer que isso deixou fula da vida, né? Porém, a risada que escutei antes da ventania também me deixara muito intrigada, pois será que estava ficando doida de tanto ler e comecei a ouvir vozes na minha cabeça? Não sei, mas só sabia que deveria arrumar aquela bagunça toda de novo, mas antes fechei a porta para não adentrar mais nem um vento, para, ai sim, terminar de arrumar toda aquela bagunça. 
Depois de alguns minutos consegui arrumar tudo e bem antes de minha avó chegasse em casa, só que mesmo assim ela havia notado algumas peças faltando e acabei contando tudo que aconteceu menos a parte da risada, porque ela poderia me achar louca por estar ouvindo vozes em minha cabeça. No entanto, a resposta dela foi a que mais me surpreendeu: 
— Aí, aí. Parece que o saci começou cedo este ano — disse minha vó em tom cansado, porém calmo. Isso levantou mais algumas perguntas em minha mente, tipo: como assim saci? Então, a risada que ouvi era de um saci? 
— Como assim saci, vó? — questionei a velha senhora, com a pergunta que achei mais pertinente no momento. A velha senhora me olhou com um rosto carinhoso e maternal, porém dava para ver em seu olhar que já estava bem cansa. Colocou suas duas mãos enrugadas na bancada de madeira da cozinha.
— Oh, minha doce netinha, você lembra das historias sobre o Saci-perere que eu contava para ti e seus irmãos, quando vocês eram crianças? — ela questionou calmamente, eu simplesmente respondo com sim com a cabeça, então ela continua a falar: —- Então, todas as historias as quais contei são reais em parte, pois nem tudo aquilo e de fato real. 
— Espera, como assim como uma coisa pode ser real e ao mesmo tempo não é real? — mais uma vez a questionei com uma pergunta que achei pertinente, enquanto minha mente estava totalmente confusa. Como assim uma criatura mitologica realmente pode existir, seria minha querida avó esta ficando gaga? 
— Eu sei que pode parecer muita loucura, mas me escuta bem, saci são bem reais. — disse ela sem responder minha pergunta, mas me olhando com um olhar sério. A velha senhora anda calmamente até mim, enquanto dizia: — Os sacis realmente fazem travessuras e brincadeiras de mal gosto, de fato, tem somente uma perna e, de fato, tem uma carapuça magica, porém esta e a versão mais boazinha do saci, porém tem uma versão mais perigosa dos sacis e eles são os... 
— Oh, minha velha, você já esta falando demais — disse uma terceira voz irritada, interrompendo a minha avô — Você sabe bem que nós não gostamos de falar do nossos “irmãos” mais velhos. 
Nossos olhares foram direcionadas até a voz e vimos um jovem adulto, de mais ou menos 25 anos de idade, de cor negra. Ele usava uma bermuda vermelha e uma carapuça também vermelha, porém a maior característica dele era ele ter somente uma perna. O homem esta de braços cruzados, enquanto estava apoiado na parede, isso assustou nos duas. Bom, eu estava assustada, enquanto minha avó estava apavorada, ela deu alguns passos para trás e ela disse: 
— Saci... — verbalizou ela, o medo era visível em sua voz. Eu olhei para ela rapidamente e depois olhei para o jovem de novo, que simplesmente sorriu com seus grossos lábios. 
— Eu prefiro ser chamado por um nome, para ser distinguido de dos outros de minha espécie, mas sim sou um saci. — disse ele em tom sarcástico — Minhas senhoras, podem me chamar de Yan, é assim que prefiro ser chamado. 
Não sabia que se ele estava brincando ou se estava falando sério, mas quando olhei o temor da minha doce vozinha melhor dizer que tudo que ele diga é verdade, até que ele diga o contrário, né? 
— Então, Yan, o que veio fazer aqui?— questionei para ele, tentando parecer corajosa, mas eu estava apavora, pois se ele era realmente um saci, ele poderia nos matar facilmente a qualquer hora. 
— Olha só o que temos aqui, uma menina corajosa. — disse em tom irônico, enquanto estendia os braços com ambas as mãos abertas, mas rapidamente fecha as mesma junto com o sorriso travesso, que se transformou em um sorriso cruel. — Eu vim aqui pegar os tributos para a minha galera. 
— Tributos? — mais uma vez questionei, mas dessa vez eu olhei para minha avó — Como assim, vovó? 
— É velhota, diga para sua doce netinha sobre nosso belo acordo? — disse o Yan, dando uma bela risada. Minha avó simplesmente suspirou e começou a falar:
— Em troca de uma boa colheita de ervas medicinais e de proteção contra pestes, nós daremos fumo e aceitaremos suas travessuras sem reclamar — disse ela, enquanto se sentava no chão. — E isso ja dura a mais de 80 anos. 
Isso me assusta, pois esta era um pouco mais da idade da minha avô, que tem 72 anos. Eu fiquei estupefata, também porque eles pareciam já durou a muito tempo 
— Vó, por que vocês aceitam isso por tanto tempo? — mais uma vez questionei, eu sei que ja estava ficando chato, mas eu tinha tantas perguntas, quando minha vó iria responder o ser mitológico fora mais rápido e me responde: 
— Isso e fácil de se responder, porque a gente somente pede tributos 1 vez por ano, enquanto a gente fornece boa colheita durante o ano inteiro. — disse o negro, com um olhar sarcástico e cruel — Agora que estou falando, é de fato um acordo injusto para nós sacis, deveríamos poder ganhar fumo e brincar mais vezes no ano. 
Tal frase fez minha avô ficar muito pálida, enquanto me fez ficar muito irritada, me levanto e vou até tal criatura eu disse : 
-AH! não, vão não, vocês vão é parar de cobrar estes tributos da gente. — eu disse com um olhar sério, isso faz o saci rir de novo, ele tocou minha barriga, pois estava proxima a ele e com uma rajada de vento me mandou para longe.
— Você e corajosa garota, porém não é forte o suficiente para me enfrentar — disse Yan com um sorriso grande em seu rosto, enquanto minha avô corria ate mim, me ajudando a levantar — Vocês humanos são tão fracos. 
— E também é dos seres  fracos demais — falou uma voz grossa masculina, então de repente a porta da sala se abre com uma força monstruosa, assustando a todos no recinto. 
Então, um ser surge no recinto, era uma criatura bestial, pois tinha aparência humana, de cor negra, porém era curvado, cheio de musculos, pelos em grande quantidade no braço e uma grande cabeleira. Caninos tão grandes que saiam da boca, porém a parte mais assustadora é a grande cauda de escorpião. Era realmente um monstro assustador, que assustava qualquer um, porém minha avô parece muito assustada e o saci, meu senhor, de negro ele ficou branco de medo, então esta criatura era realmente perigosa. 
— M-mano… O que esta fazendo aqui? — falou gaguejando, com o maior medo. Olho a fera sem acreditar, então este é um dos irmãos mais velho dos sacis-perere? Eu estranhei muito, pois eles não se parecem em nada, além disso, a tal besta tem as duas pernas, enquanto o saci tinha somente uma perna. Seria ele alguma variante de saci-perere, que possuía as duas pernas? 
— Estava passando por aqui e aproveitei para ver como estava o pagamento dos tributos desse ano — disse o monstro calmamente, enquanto se aproximava do saci. — e vi que queria aumentar a quantidade de tributos sem nos consultar. 
— Que isso, mano. Não é verdade. — disse o saci, pulando para trás e balançando as mãos em protesto, porém o ser de cauda some e reaparece na frente do saci, o agarrou pelo pescoço e o levantou. 
— Então, quer dizer que eu ouvi tudo errado? — questionou a fera meio irritada, apertando o pescoço — HEM?
— Não, mano. — falou o saci com certa dificuldade, parecia que ele quase não conseguia respirar, então a criatura solto o ser mitológico e disse: 
— Na próxima vez que tentar fazer algo sem o consentimento do concelho eu mesmo irei te destruir. — disse a fera tranquilamente, antes de olhar para nós com um olhar frio, mas estranhamente reconfortante — Agora vocês…. tem o tributo desse ano? 
Minha avó foi até uma das sacola de mercado, tão ágil quanto uma senhora de idade pode ser, e a estendeu para o ser, que agilmente pegou o saco e o abrindo a sacola, quando viu o conteúdo um sorriso surgiu em seu rosto. 
— É, minha senhora, parece que seu faro para bom fumo esta apurado, porém parece que está um pouco menos do que do ano passado — disse a criatura, tirando uma maço de cigarro da sacola. 
— Me desculpa, senhor  matintape’re. É que o fumo ficou muito mais caro — explicou minha avó calmamente, porém dava para ver em seu olhar que ela temia muito aquele ser, isso da pena de minha vó, eu não poderia deixar a coitada assim. Então, eu me levantei e disse: 
— O seu feioso, escuta aqui — eu praticamente gritei para que todos escutassem, o que eu ia dizer e parece que funcionou, pois todos estavam olhando para mim. — Você e seu bando irão parar de incomodar minha avó, ou irei arrebentar vocês, escutaram? 
Minha vó ao ouvir isso quase teve um ataque no coração e o saci que se recuperou do golpe do pescoço estava incrédulo no que eu havia dito. Bem, como o tal matintape’re parecia não compreender o que eu havia dito, ele ate se aproximou de mim, então pude sentir seu bafo horrível de cigarro misturado com bicho morto. 
— O que você disse, jovenzinha? — questionou ele, como se me desse uma chance para eu ficar calada ou para eu dizer que “não disse”, porém eu não iria, pois não sou uma jovem de fugir entre as pernas depois que eu compro uma briga, mesmo que seja com uma criatura mística. 
— Foi o que ouviu, o seu o blanka do Paraguai — respondi olhando nos olhos da criatura com determinação, porém a reação da fera não foi o que esperava, pois ele riu de soltar lágrimas. 
— O minha senhora, está sua neta é realmente arretada. -— disse ele entre as risadas e limpando as lágrimas, então ele parou de rir — Eu gostei dela. — disse ele se afastando de mim e se aproximando do Yan, tocando a cabeça dele. — Que tal isso: eu te darei a carapuça desse meu irmãozinho, que te dará os poderes dele e se você conseguir me vencer irei até o conselho para resolver esta questão do acordo da sua avó, porém se você perder... — ele parou e alisou seu rosto de maneira pensativa, imaginado o que poderia pedir se ganhasse, até que ele se decidiu. — Você será responsável pelo acordo quando a velhota parti dessa para melhor. 
Olho rapidamente para minha avó que dizia não com a cabeça, porém em meu coração e meu instinto só falavam uma coisa. Eu estendo a mão e disse: 
— Fechado, o monstrengo. — o monstro se aproxima de mim com a carapuça do Yan  e colocou em minha minha mão.
Ele fez um sinal com a mão, dizendo que era para gente ir para o lado de fora, então todos fomos para lado de fora e enquanto saia eu coloquei o pedaço de pano que o tal de Yan havia me entregado  em minha cabeça, enquanto andava sinto um poder fluindo pelo meu corpo, mas por agora só posso pensar em uma coisa: vencer.
— Preparada? — perguntou a criatura para mim, ficando em uma posição de combate. Eu só suspiro e faço sim com a cabeça — Relaxa, que irei pegar leve com você.
Então, ele começa a correr até mim em alta velocidade, e quando ele chegou perto de mim para me dar um soco só que por sorte consigo desvio no tempo certo , descendo meu corpo e preparando dar um soco na barriga dele. Consegui acerta um soco rapido nele e o mando para longe, porém ele logo volta mandando varias rajadas de vento, tento desviar, porém eu não consigo desviar de alguns direito e acabo arranhanda. Além, quando eu tentava desviar não notei que ele estava se aproximando de mim rapidamente, então ele me pegou pelo pescoço e começou a me bater — o que parecia ser toda a força dele —, no chão, depois começou a me arrastar até a área das vacas e me jogou no estrume de vaca. 
— Eca! — gemi enojada e me levantando devagar. 
— Isso ai, morena. Não desista, porque esta dança ainda está começando. — disse ele rindo e me provocando, então eu tento imitar a mesma técnica que ele fez comigo, porém antes que eu me aproxime completamente decidi dar uma inovada, porque ele poderia estar esperando eu pegar no pescoço dele, então eu começo a girar como o Taz, e lanço um tornado contra ele.
Isso realmente o pegou de surpresa, sendo que ele acaba rodando, porém para minha surpresa isso parece não afetar ele, sendo que parece que o tornado começou a rodar em sentido ante horário e mandou de volta para mim. Então, eu sou rodada de novo até o estrume e caindo de novo na bosta de vaca. Isso provoca um ataque de risos da criatura folclórica, então ele disse: 
— O jovenzinha, se quiser eu posso aceitar a sua desistência, pegar o tributo desse ano e ir embora. — disse ele calmamente, enquanto se aproximando de mim — É só você falar que se equivocou ao querer me enfrentar. 
Eu me levanto da bosta e do uma cuspida no chão, além de dar o dedo do meio para o ser mitológico. Ele bate palmas enquanto sorria, ele estava falando:
— Minha senhora, parece que sua neta tem realmente tem fibra — ele gritou para minha avô, enquanto sorria — Porém força ela não tem tanto assim. 
Eu faço uma espada de vento e junto crio varias kunais, que voam sobre mim, então eu as lanço para ele e corro do lado. O matintape’re simplesmente se defendeu das kunais, com uma simples movimento das caudas que destruiu com as kunais, enquanto ela criou uma esfera de vento e jogou contra mim sem me olhar. Então, eu defendo com a espada, quase não consigo defender direito, porém consigo defender. Então, de repente, eu senti um soco na minha cara e sou mandada longe, mas dessa vez não fui para no estrume, mas, sim, fui para perto da plantação. 
Isso me deixa furiosa, porém eu me sinto realmente incapaz. Uma incapaz de cuidar da fazenda tenho tantas lembranças, cuidar de minha avô que sempre foi como uma segunda mãe para mim e que me mostrou o mundo da literatura, e incapaz de cuidar de mim mesma. Então, sinto um formigamento em meu corpo, o meu corpo começou a mover sozinho sem eu mandar, então tiro o carapouça, isso fez todos estranharem minha ação.
— Esta desistindo novi… — antes que ele terminasse grandes raizes acabaram prendendo a variante de saci — mas que merda é essa? 
— Vocês vão sair dessas terras e nunca mais irão voltar. — eu falei, com uma voz estranha, pois não era a minha voz e sim a de mulher totalmente diferente — Falem para os outros de sua laia de que se tocarem nessas terras de novo eu irei até onde vocês moram e irei dar minha opinião divina. 
— AHHHH! — grita a criatura, enquanto as raizes o apertavam com força. Então, o Yan foi até o irmão e tentou o liberta, porém não estava conseguindo fazer isso. Eu estalo os dedos leberando o monstro, ao qual respirava ofegando e rápido, como se pegasse uma grande quantidade de ar.
— Eu darei 5 segundos para sair desse local, pois agora este local será abençoado por mim: Ceuci. — disse ainda com voz estranha, porém irritada. Agora em meus braços surgem tatuagens tribais, o suficiente para ambos os sacis saírem correndo com os rabinhos entre as pernas, sendo que um literalmente. 
Então, eu caio no chão desmaiada e só acordo a algumas horas na minha cama, da minha casa na cidade . Quando perguntei aos meus pais como eu havia chegado lá eles disseram que a vovó havia ligado, dizendo que eu havia passado mal e que era melhor eu ir ao hospital, pois estava desmaiada na cama, ardendo em febre. 
Então, eles foram me pegar e me levar ao médico o mais rápido que podiam. O médico não sabia o motivo do meu desmaio e nem da minha febre. Então ele só me recomendo bastante repouso. 
Ai me fez pensar: será que tudo que vivi naquele dia fora apenas um sonho febril? Uma mera alucinação causada pelo meu cérebro? Provavelmente isso, até eu ver um objeto que me fez pensar totalmente diferente da minha ideia anterior, era a carapuça do Yan que ficou, ele fugiu sem tal objeto. E se as lendas forem verdades, eu irei ver um diabrete de uma perna só, fazendo de tudo para conseguir este “chapeu” de novo, isso de certa forma me apavora e me da medo, pois tenho medo do que estes seres podem fazer com a minha família. 
Por este motivo minhas noite foram mal aproveitadas, pois eu estava vigiando as janelas e entradas para ver se tudo estava realmente fechado para que eu possa realmente dormi em paz. Além de também ter constantes pesadelos desses monstros fazendo atrocidades com as pessoas que amo. Isso dói bastante, por isso eu deixo este relato para que se por caso você for próximo a mim e você por acaso sentir que esta em uma maré de azar pode ter certeza que são eles atuando contra você, para se vingar de mim. 


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