Prólogo ( guardiões: protetores da ficção
“ O mundo está uma merda sem sentido…”, pensava o rapaz enquanto escutava o noticiário que passava na velha televisão da banca de jornal ao qual estava sentado em uma pequena escada esperando o jornaleiro que estava mais ao fundo. — É, garoto, o mundo não é mais o mesmo! Estes políticos só conseguem foder ainda mais o país! — comentou o velho jornaleiro enquanto se aproximava do rapaz com uma pequena sacola em uma das mãos. O mais novo olhou para o senhor de pele mais escura concordando com a cabeça. — Fica 80 reais como sempre, não vai querer nenhum mangá hoje? O rapaz se levantava da pequena escada, mostrando melhor suas vestes mais escuras, sem nenhum cuidado, e foi em direção ao jornaleiro enquanto tirava o dinheiro do bolso. — Obrigado, Seu Roberto, mas dei uma olhada de relance e não tem nenhum ao qual me chamou atenção! — o rapaz respondia à pergunta, já pegando a sacola e entregando o dinheiro ao mais velho, tendo um sorriso claramente falso em seu rosto pál...